III Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da ABRATES

19 a 21 de março de 2010 - Centro de Eventos FIERGS - Porto Alegre - RS

programação

João Roque Dias – Keynote Speaker

Engenheiro mecânico desde 1979 e tradutor técnico em regime independente desde 1980. Exerceu diversos cargos em empresas de engenharia, consultadoria técnica e de construção em Portugal, Israel, Dinamarca, Estados Unidos, Bermuda e Moçambique. É membro da American Society for Testing and Materials (ASTM International) e Corresponding Member da Associação Americana de Tradutores desde 1993, tendo obtido a sua certificação para tradução inglês-português no mesmo ano.

Foi membro da comissão de avaliação de exames de certificação da ATA de 1994 até 2001. Ocupou cargos de direcção e assessoria científica em diversas conferências de tradução realizadas em Portugal. Orador convidado em diversas conferências de tradução em Portugal, Estados Unidos, Reino Unido e República Checa. Efetua regularmente workshops de formação para tradutores em Portugal e é autor de diversos artigos e glossários relacionados com tradução técnica e engenharia mecânica, publicados em revistas especializadas portuguesas e estrangeiras.

O seu sítio Web está localizado em www.jrdias.com.

 

Palestra de Abertura do Congresso: A Babel Global: Crise ou Loucura?

Outras palestras:

Unidades de Medida: uma Ortografia essencial para tradutores

O Sistema Internacional de Unidades, instituído em 1960 pela 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas e de uso legal e corrente na maior parte dos países do mundo, define de modo simples, lógico e perfeitamente fundamentado o modo de escrita das unidades de medida que todos utilizamos. No entanto, por razões que nem a psicologia mais profunda consegue explicar, as unidades continuam a ser mal tratadas, mal escritas e mal utilizadas, tanto pelos mais insuspeitos cientistas, como pelos mais obscuros e esforçados tradutores. Esta sessão encerra uma promessa solene: vamos todos ficar a saber como se escrevem correctamente as unidades de medida e o modo como devem ser tratadas nas traduções que nos chegam às mãos. Afinal, esta é uma outra face da Ortografia, que nem o Acordo Ortográfico tratou correctamente...

O Acordo Ortográfico: para quê?

O Acordo Ortográfico já fez correr rios de tinta. E, afinal, com quase 100 anos de natural e saudável divergência linguística entre o português falado e escrito no Brasil e o português falado e escrito em Portugal -- em que a ortografia constitui o mais insignificante dos factores para uma correcta (e por vezes quase impossível) compreensão entre as duas versões da língua -- porque insistem os acordistas em pôr-nos a escrever da mesma maneira "línguas" que se falam, se utilizam e se escrevem, naturalmente, de maneira diferente? Eles mesmos, que confessam ser impossível qualquer utópica uniformização absoluta e, qual camelo por buraco de agulha, criaram estuporadas facultatividades ortográficas, negações evidentes da possibilidade de qualquer acordo entre ortografias secularmente consolidadas. Este é o ponto de partida para uma breve comunicação sobre a inutilidade de acordos ortográficos entre os diversos utilizadores da língua portuguesa. Acordo Ortográfico? Para quê? Não pedimos, não queremos e, sobretudo, não precisamos!

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