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Patrícia Chittoni Ramos Reuillard
Bacharel em Letras (francês/alemão) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com dissertação sobre “Intertextualidade e Traduzibilidade”, Doutorado-sanduíche na Université de Paris III - Sorbonne Nouvelle e Doutorado em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com tese sobre “Neologismos Lacanianos e Equivalências Tradutórias”.
Professora na PUCRS durante 10 anos; tradutora profissional (mais de 200 títulos publicados) e professora da UFRGS, atuando na área de Lingüística, com ênfase em Terminologia, Lexicografia, Tradução e Língua Francesa, nos seguintes temas: terminologia, neologia e tradução de francês. Membro do Projeto TERMISUL (UFRGS), desenvolve projetos sobre linguagens especializadas, com ênfase na terminologia do meio ambiente, e sobre a neologia lacaniana.
Sua palestra: Conhecimento enciclopédico e tradução
Em sua atividade profissional, todo tradutor se depara não somente com referências a textos literários e publicitários, canções infantis e populares, declarações célebres, máximas populares, etc., mas também com alusões explícitas ou implícitas a fatos históricos universais ou específicos a determinada cultura. Segundo Eco (2007), se o tradutor se revelar um leitor ingênuo, poderá não perceber essas “piscadelas” do autor do texto original e não efetuar a contento sua tarefa de intermediário entre o texto de partida e o leitor do texto de chegada. Para que possa cumprir seu papel, o tradutor profissional deverá, portanto, possuir, além da competência linguística em suas línguas de trabalho, uma competência enciclopédica, tornando-se um leitor “culto” capaz de resgatar essas referências, nem sempre registradas por escrito mas compartilhadas pelos membros de uma comunidade.




